Patrícia Yuca Hamaguchi
2006
Perído de estudo em Tokyo: de Abril, 2004 á Març de 2007.
Primeiro Ano (2004)
Á partir da primavera de 2004, deu-se o iníio o ano letivo da Universidade de Ciêcias Marinhas de Tokyo, que também foi o início do meu curso de doutorado. Eu já estava acostumada com a universidade que apesar de ter um nome diferente (a Universidade de Ciências Marinhas de Tokyo era conhecida como Universidade de Ciêcias de Pesca de Tokyo) o ambiente em si e o meu orientador eram os mesmos da época do mestrado, portanto a minha adaptaçâo foi relativamente tranquila e fácil, comparada com adaptaçâo dos meus colegas recém-chegados. Mesmo sem problemas de adaptaçâo, o que me impressionou neste primeiro ano foi a plena ajuda que obtive da Associaçâo dos Bolsistas Japoneses no Exterior. Estou realmente muito grata por todo apoio dado. Devido a esse apoio, essencial para o meu desempenho, pude dedicar 100% do meu tempo para os estudos. Esse foi também um ano muito produtivo em termos de pesquisa e de dados obtidos através dos experimentos.
Segundo Ano (2005)
Este foi um ano de publicaçôes, compilar e publicar os dados obtidos no ano anterior. Foi um ano em que pude participar de simpóios e conferêcias nacionais e internacionais. Tive agradáel experiência de receber a premiaçâo em inovaçâo e tecnologia de melhor poster. E també a experiência de ter meu trabalho publicado em revistas científicas nacionais e internacionais. Meu dia a dia era corrido e atarefado, mas muito satisfat—rio. Como me dediquei totalmente aos estudos, infelizmente nao tive tempo de me dedicar ˆs atividades extra curriculares da Associaçâo.
Terceiro Ano (2006)
O útimo ano foi o mais atarefado, pois foi um ano de conclusôes. Tive que concluir meus experimentos o que me exigiu máxima concentraçâo até meados de julho, quando iniciei as análises dos dados obtidos e planejei a tese de doutorado. No mês seguinte comecei a escrever a minha tese de doutorado que concluí em final de outubro, quando entreguei para ser revisada pelo meu orientador. Logo após entregar a tese comecei a preparar a apresentaçâo de defesa para o comitêde julgamento. Uma semana após a minha primeira defesa fui apresentar um trabalho na Tailêndia em uma conferência de alimentos. Voltando ao Japâo retornei a minha tese e preparaçâo para a segunda defesa, a defesa púlica.
2005
Tema de pesquisa
Aproveitamento de dejetos
da indústria pesqueira para elaboração
de biofilmes à base de proteínas do
pescado: efeito de conservantes naturais como a polilisina
no mecanismo de formação dos biofilmes
Objetivos
A quantidade de dejetos
da indústria pesqueira no Japão vem
aumentando a cada ano. Os dejetos são classificados
como dejetos gerais, que somam mais de 50 milhões
de toneladas, e dejetos industriais, que somam mais
de 5 bilhões de toneladas anuais. Esse material
é geralmente incinerado ou processado. O mau
processamento e incineração vêm
causando sérios problemas ambientais, tais
como a emissão da dioxina, considerada altamente
tóxica. O lixo das indústrias pesqueiras
soma 30% do total dos dejetos gerais, e o processamento
continua sendo um grande problema. A solução
para esse problema teria que reunir a reciclagem do
material orgânico com a biodegradabilidade,
como um material que se decompusesse com o tempo e
desse conjunto resultasse a redução
do impacto ambiental. Portanto, uma solução
que envolve todas as características citadas
acima é o desenvolvimento de filmes a partir
de biopolímeros que possam substituir os materiais
sintéticos. Dentre os materiais pesquisados,
os biopolímeros naturais como os polissacarídeos
e as proteínas se apresentam mais promissores
em razão de serem abundantes, renováveis,
econômicos e capazes de formar uma matriz contínua.
Esses biopolímeros, além de biodegradáveis,
proporcionam embalagens comestíveis, quando
são sujeitos a modificação química
e quando formados somente de aditivos alimentares.
Esse trabalho tem como objetivos: a apresentação
de um método de preparo de proteínas
musculares do blue marlin (Makaira mazara) para emprego
na elaboração de biofilmes; o estudo
das propriedades funcionais das proteínas relacionadas
com a formação dos filmes; a adição
de conservantes naturais como a polilisina aos filmes
os efeitos desse conservante na formação
dos biofilmes.
Resultados atuais
1. As proteínas
musculares do blue marlin são capazes de formar
biofilmes transparentes, homogêneos e flexíveis,
mesmo em condições neutras de pH e baixo
frescor do pescado.
2. Os biofilmes preparados com polilisina apresentaram
alta atividade microbiana tanto para bactéria
do tipo Gram-positivo como para bactérias to
tipo Gram-positivo.
3. O mecanismo de formação dos biofilmes
não foi afetado pela adição da
polilisina.
Com os resultados acima, uma publicação
em jornal científico foi possível, além
de 2 apresentações em Congressos Nacionais
e Internacionais (6¼ SLACA-Campinas) .
2004
Tema de pesquisa
Aproveitamento de dejetos da indústria
pesqueira para elaboração de biofilmes
à base de proteínas do pescado
Objetivos
A quantidade de dejetos da indústria
pesqueira no Japão vem aumentando a cada ano.
Os dejetos são classificados como dejetos gerais,
que somam mais de 50 milhões de toneladas,
e dejetos industriais, que somam mais de 5 bilhões
de toneladas anuais. Esse material é geralmente
incinerado ou processado. O mau processamento e incineração
vêm causando sérios problemas ambientais,
tais como a emissão da dioxina, considerada
altamente tóxica. O lixo das indústrias
pesqueiras soma 30% do total dos dejetos gerais, e
o processamento continua sendo um grande problema.
A solução para esse problema teria que
reunir a reciclagem do material orgânico com
a biodegradabilidade, como um material que se decompusesse
com o tempo e desse conjunto resultasse a redução
do impacto ambiental. Portanto, uma solução
que envolve todas as características citadas
acima é o desenvolvimento de filmes a partir
de biopolímeros que possam substituir os materiais
sintéticos. Dentre os materiais pesquisados,
os biopolímeros naturais como os polissacarídeos
e as proteínas se apresentam mais promissores
em razão de serem abundantes, renováveis,
econômicos e capazes de formar uma matriz contínua.
Esses biopolímeros, além de biodegradáveis,
proporcionam embalagens comestíveis, quando
não sujeitos a modificação química
e quando adicionados somente de aditivos alimentares.
Esse trabalho tem como objetivos: a apresentação
de um método de preparo de proteínas
musculares do blue marlin (Makaira mazara) para emprego
na elaboração de biofilmes; o estudo
das propriedades funcionais das proteínas relacionadas
com a formação dos filmes; a caracterização
dos biofilmes formados e os efeitos do pH e da frescura
do peixe na formação dos biofilmes.
Resultados atuais
1. As proteínas musculares do blue
marlin são capazes de formar biofilmes transparentes,
homogêneos e flexíveis, mesmo em condições
neutras de pH e baixo frescor do pescado.
2. A solubilidade protéica das soluções
filmogênicas foi menor entre o pH 5 e 7, comparado
com pH ácido e básico.
3. Os biofilmes preparados com proteínas musculares
apodrecidas ou de baixo frescor apresentaram pouco
odor.
4. O mecanismo de formação dos biofilmes
não foi afetado pelo frescor do peixe, mas
em compensação apresentaram uma diferença
na alteração de pH.
Com os resultados acima, duas publicações
em jornais científicos foram possíveis,
além de 3 apresentações em Congressos
Nacionais e Internacionais.
Próximo plano
O próximo passo da pesquisa será
a adição de uma nova função
no filme, como, por exemplo, a elaboração
de biofilmes com antibactericida e antioxidante. |